Terapia Assistida por Animais e Socialização de Cães: VAMOS BRINCAR: Cachorros são bichos curiosos, brincalhões e ativos, tanto que muitos até quando adultos destroem sapatos, móveis, cavam buracos. Viver com ...
sábado, 3 de setembro de 2011
Terapia Assistida por Animais e Socialização de Cães: VAMOS BRINCAR
Terapia Assistida por Animais e Socialização de Cães: VAMOS BRINCAR: Cachorros são bichos curiosos, brincalhões e ativos, tanto que muitos até quando adultos destroem sapatos, móveis, cavam buracos. Viver com ...
VAMOS BRINCAR
Cachorros são bichos curiosos, brincalhões e ativos, tanto que muitos até quando adultos destroem sapatos, móveis, cavam buracos. Viver com eles é uma alegria, estão o tempo todo querendo interagir , os brinquedos são um jeito muito prazeroso de fazermos isso.
Os filhotes principalmente precisam suprir sua necessidade de morder, primeiro para saciar a necessidade de coçar a gengiva, quando estão trocando os dentes, depois para que explorem o mundo em que vivem. As brincadeiras os tornaram animais mais equilibrados. Seu tato é também, através da boca e do focinho, por isso estão sempre experimentando o mundo.
Não podemos privá-los de suprir estas necessidades, mas também não precisamos permitir que eles estraguem as nossas coisas, por isso devemos fornecer muitos brinquedos, para que eles possam destruí-los ou roê-los, não tem problema, é deles, eles podem fazer isso!
O ideal é que cada família de cães tenha em média 15 brinquedos, de formas, cores, pesos e texturas diferentes. E que uma vez por mês sejam comprados 2 novos brinquedos.
Uma tática boa é guardar os brinquedos que o cão não brinca muito e colocar outros no lugar, depois de alguns meses recoloque estes brinquedos antigos, vocês verão que o cão se interessará novamente por eles.
Os preferidos são: em primeiro lugar as bolinhas (de tênis, de borracha, com apito, pesadas, bem levinhas, de todos os tipos). Depois os de roer (o ideal é que sejam de um material que não faça pedaços que possam ser engolidos pelo cão), em seguida os de pelúcia (devemos tomar cuidado para que o cão não engula o recheio destes). Existem também os de borracha maciça, os de corda, os de borracha com corda, os freesby, os comestíveis, os interativos.
Quando decidimos ter um cão precisamos dar qualidade de vida à eles , através da interação e das brincadeiras eles se tornaram equilibrados e felizes e para nós esta relação se tornará prazerosa e recompensadora, já que boa parte dos problemas estará solucionada.
Carla Bárbaro Venturelli
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Mãe de autista
Escrevi este artigo há um bom tempo, mas uma mãe não conseguiu achar esse texto, e por esse motivo estou postando-o novamente.
Ontem me ligou uma mãe que estava querendo adquirir um cão para seu filho autista de 4 anos. É muito comum mães de autista me ligarem pedindo informações sobre TAA.
Em geral “essas mães estão super ansiosas e “precisando” do animal para ontem”.
Depois da divulgação dos excelentes resultados obtidos na TAA com autistas, as famílias estão buscando mais informações, e isso é muito bom. Mas vale salientar aspectos fundamentais que os pais, no anseio de melhorar a qualidade de vida dos seus filhos, não analisam.
Segue 5 dicas para dizer aos pais de autistas sobre ter um cão para seu filho:
- a idéia de ter um cão para interagir com seu filho é ótima, mas deve ser estudada e organizada por pelo menos 6 meses antes de ter o animal;
- de início a família toda precisa freqüentar parques com vários cães, ir a pet shop ou nas grandes lojas de ração, ler livros sobre o assunto. Eles precisam conhecer como é a vida das famílias que têm cão;
- IMPOTANTÍSSIMO: quem vai cuidar do cão é a mãe. O cão antes de se adaptar a nova casa, vai exigir atenção redobrada. Nenhum cão vem “pronto” e por mais que tenha adestrador, empregada que dorme na casa, a mãe é que vai ter o comando sobre o cão. No começo, ele, irá fazer coisas erradas até aprender a conviver com seus donos. A mãe deve ser alertada que, como dizem, vai sobrar para ela ;
- É melhor adquirir um cão adulto que dê para saber qual o seu temperamento, sua tolerância aos toques e sua afetividade com os humanos. Caso queira comprar um filhote, peça ajuda para um adestrador avaliar o cão antes de comprá-lo. Nunca deixe o filhote com seu filho sem alguém estar por perto, e dê muita qualidade de vida para o cãzinho se tornar um bom cão terapeuta na vida adulta.
- faça um planejamento. Antes de adquirir um cão, compre um cão de pelúcia, mostre para seu filho, coloque-os para dormir juntos, dê um nome a ele e compre DVDs com história de cães. Também veja com os profissionais que cuidam do seu filho como realizar atividades que incluam assuntos sobre cães. O planejamento com uma programação é a chave para o sucesso da TAA.
domingo, 31 de julho de 2011
Os benefícios do olfato
Lendo o blog do Paraná ( http://paranacaoterapeuta. blogspot.com/2011/07/cheirar- e-tudo-de-bom.html), me lembrei de como nós humanos não damos muita importância para determinadas qualidades ou podemos até dizer ultra- habilidades dos cães.
Imagine como eles são muito mais sensíveis a odores do que os humanos. Enquanto nós enxergamos o mundo, o cão cheira o mundo. É através dos cheiros que ele reconhece tudo que acontece a sua volta.
Assim como os humanos, os cães também fazem associações entre os cheiros e suas emoções. Por exemplo: quando criança, eu passava minhas férias no sítio dos meus pais. Lá havia um pomar cheio de pé de manga. Todas as manhãs acordava bem cedo e ia até o pomar colher mangas. Hoje, passado “alguns” anos, quando sinto um cheiro de manga, fico com uma sensação gostosa, de alegria e saudades.
Bem, se eu, que tenho 1 % do olfato canino, consigo ter uma memória olfativa, pense no que os cães podem sentir quando passam pelas ruas, entram em casa, passeiam de carro ou vão viajar com seus donos.
Nós poderíamos utilizar muito mais esses ultrapoderes não só no dia-a-dia, mas também no treino de um cão terapeuta. Veja algumas dicas:
- Muitas pessoas reclamam que não encontram parques fechados e seguros para que seu cão seja socializado. Para essas pessoas, existe uma alternativa interessante: a forma como ele é conduzido no passeio. Sabe quando você leva seu cão para passear e ele quer cheirar tudo, “até cocô”. Bem, isso para ele é ótimo. O cão deve cheirar todos os cocos que tiver vontade, cheirar o xixi, parar a cada passo para analisar o cheiro do poste, da árvore, daquele papelzinho no chão. Não importa se para você o cheiro é horrível, o importante é que ele ao cheirar tudo que encontrar pela frente, está entrando em contato com outros cães e outros animais. O xixi trás o DNA do cão. E essas informações são importantíssimas para um cão se tornar emocionalmente saudável.
Aprenda a olhar seu cão como se você também fosse um cão, assim entenderá melhor o porquê de atitudes tão estranhas para nós, mas tão natural para eles.
Outra dica é a utilização dos odores para uma pré adaptação ao grupo de assistido que o cão irá trabalhar. Por exemplo: terapia com pessoas internadas em um hospital. Alguma semana antes de iniciar o trabalho, em outros ambientes, coloque em contato cheiros como éter, procure saber qual produto de limpeza é usado, cheiro de iodo, etc. Lembre de sempre apresentar esses cheiros, associando-os a algo agradável, como petisco, brinquedos e afagos.
Pequenas atitudes como essas, podem surtir um grande efeito nos cães terapeutas, eles se tornam mais confiantes e equilibrados quando já familiarizados com os odores existentes na TAA.
E como já dizia o grande filósofo Paraná: Não existe nada melhor para um cão do que em um dia gostoso de sol, ficar deitado, dormitando e sentindo o cheiro mais familiar do mundo, o cheiro do amor!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Uma sessão de TAA bem sucedida
Dias atrás me encontrei com Laís, voluntária do INATAA que trabalha no NIR (Núcleo Integrado de Reabilitação)de Guaianases com sua cachorra Mel(yorkshire). A Laís me relatou como foi interessante e produtiva a sessão de quarta-feira com Melzinha e o grupo de assistidos com Parkson.
A Mel é uma cachorrinha que adora bolinha de uma forma muito possessiva. Quando pega a bola, não entrega para quase ninguém. Como esse comportamento é inadequado, A Laís pediu minha ajuda. Dei todas as dicas possíveis para eliminar esse comportamento, mas todos os métodos utilizados não foram tão eficazes quanto à eficiência de Melzinha em nos driblar.
O que fazer? Afastar uma das melhores co-terapeutas do INATAA?
Ela é uma cachorra que deixa ser tocada, além do trabalho no NIR ela vai ao Dante Pazzanese trabalhar com crianças e adultos cardíacos e trabalha na fisioterapia assistida por animais no asilo Padre Vicente Melilo.
Para resolver o problema ficou decidido que Melzinha não brincaria com bolinha nas sessões. Tudo resolvido.
Bem, voltando à terapia assistida interessante e produtiva que tiveram, Laís me contou que os pacientes apresentam grande dificuldade na torção de tronco, pois são “monobloco”. Fazer o movimento de girar o tronco é doloroso e desgastante para quem tem Parkinson.
Laís teve a idéia de brincar com a Melzinha utilizando a bolinha. Eles teriam que pegar a bola dela. É óbvio que eles se cansavam muito antes da Mel e cansados sentavam na cadeira. Mel, inconformada, ficava com a bolinha na boca atrás deles olhando com uma carinha de “vem buscar, vem”. Com isso os pacientes faziam o movimento giratório tentando olhar para ela e nem perceberam que estavam fazendo fisioterapia. Foi super divertido, e só quem conhece a Mel, sabe como ela é persistente.
O que representa um comportamento inadequado de um cão no convívio diário, isto é, na sua casa, brincando com seus donos, pode ser um comportamento muito eficaz dentro da TAA.
Cada cão terapeuta tem suas peculiaridades, tanto positivas quanto negativas e saber utilizá-las para o bem, faz com que a terapia se desenvolva em um clima harmonioso, pois o cão se sente mais tranqüilo e equilibrado exercitando suas características atávicas.
Veja alguns comportamentos que podem ser “reciclados”:
- Comportamento inadequado: cão só pensa no petisco
- Brincadeira adequada: esconder o petisco na mão de um dos assistidos para que o cão procure em qual mão está o petisco. (como a brincadeira de passar o anel)
- Comportamento inadequado: cães pulando em pessoas
- Brincadeira adequada: treinar os cães de médio e pequeno porte para girar somente com as patas traseiras no chão. Com um petisco na mão, quando ele levantar as patas dianteiras, encoste o petisco no seu focinho e gire. Quando der uma volta inteira, dê a ele o seu prêmio. Ensine o assistido a fazer essa brincadeira. Para cães de grande porte, quando ele pular, coloque o seu braço embaixo dos braços dele, como um apoio e vire o cão de costas para o assistido. Controle com a ajuda de um petisco o tempo que ele ficará nessa posição.
A minha primeira cachorra a trabalhar comigo foi a Scully, uma poodle que está com 14 anos. Ela infelizmente foi treinada com muito petisco e não havia nada que ela não fizesse para ganhar um prêmio. Isso começou a dar um grande problema. A sala que trabalhávamos no Dante Pazanese era muito pequena, tinham algumas cadeiras, e um aparador no qual ficava uma bíblia. Nesse aparador colocávamos as nossas bolsas com petisco dentro. A Scully começou a parar de brincar com os assistidos para ficar de baixo do aparador olhando para cima pedindo o petisco. Ela pedia com a pata, olhava para mim e dava um latidinho, rosnava reclamando, só pensava no petisco. Um belo dia tive uma idéia. Abri a bíblia e coloquei um petisco no meio. Falei para a Scully: pede para o papai do céu, quem sabe ele te dá um petisco. Ela, sentindo o cheiro do doguitos, olhava para a bíblia e resmungava. Parecia mesmo que estava rezando. Essa brincadeira rendeu boas risadas por parte dos assistidos e alguns quilos extras para a Scully.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
PUNIÇÃO
Entre os donos de cão, existe uma dúvida interessante quando o assunto é: Como eliminar o mau comportamento do cachorro.
A maioria dos donos de cães vê a punição como o mal necessário para a educação canina. Mas cuidado, essa prática tem suas armadilhas. Em via de regra, logo após o castigo, bate aquela culpa por ter exagerado na dose. E o pior, ao sentir-se culpado, o jeito que o dono encontra para compensar o castigo é dando uma boa “recompensa” (muitos afagos, colinho e petiscos)
Grande parte das punições acontece de forma violenta e passional, sendo que o que era para ser um ato educativo se torna uma explosão de raiva quase incontrolável. Quem, com um filhote em casa já não experimentou a seguinte situação: em um dia estressante, você chega super cansado do trabalho e ao abrir a porta do apartamento, depara com um monte de lixo da cozinha ou do banheiro espalhado pela sala? Os 10 minutos seguintes são de uma revolta tamanha que, na sua cabeça delirante, um simples castigo, seria muito pouco. A vontade é de estrangular o causador dessa sujeira toda.
Mas, passado os 10 minutos, geralmente quando está quase terminando a limpeza e os batimentos cardíacos estão voltando ao normal, você “sempre” cai na besteira de olhar para o cão. Nesse momento você começa a sentir o peso do arrependimento. Ele com aquela cara de coitadinho te olha como se você fosse um carrasco, e o pior, você se sente um crápula. E aí, o final da história já é conhecido (muitos afagos, colinho, petiscos e quem sabe, até um “pode dormir na minha cama só hoje”).
E como eliminar esse comportamento?
Bem, no meu entender, essa pergunta freqüente está completamente errada. O comportamento de um cão filhote ou de um cão jovem é exatamente esse. Morder coisas, brincar com panos, enfim, “estragar” brinquedos não é um mau comportamento, é um comportamento de um cão normal. Crianças brincam, filhote de leopardo brinca, filhote de raposa brinca. Faz parte do desenvolvimento de um mamífero pegar coisas com a boca e em se tratando de um cão coisas com cheiro gostoso.
Você deve estar imaginando que então, não tem jeito. Tem jeito sim, só que dá trabalho.
Quando compramos ou ganhamos um animal de estimação, temos que ter a consciência que um animal precisa ser educado, que isso é um processo e que vamos gastar meses para alcançar o resultado desejado.
Não existe milagre. É necessário passar por todas as fases do desenvolvimento e cabe a você, tomar cuidado para evitar que o cão acabe com a sua casa.
Veja algumas informações que poderão ser úteis:
- Acorde meia hora antes que o habitual para poder organizar sua casa;
- Faça uma lista de objetos que não podem ser destruídos e os retire do alcance do seu cão;
- Lembre de fechar todas as portas dos armários, fechar o banheiro e suspender os cestos de lixo;
- Tire tapetes e passadeiras enquanto o cão estiver na fase de controle do xixi;
- Espalhe muito jornal pela casa para que o cão ao sentir vontade de fazer xixi, tenha logo o seu “banheiro” por perto. Vá diminuindo a quantidade de jornal conforme o número de acertos;
- Leve seu cão a um pet shop e faça-o sentir o cheiro de perfume para cães. Compre o que ele mais sentiu aversão e coloque nos pés das cadeiras, sofá e poltronas;
- Caso você não queira que ele suba no sofá, ao invés de não deixá-lo na sala, coloque alguns objetos pesados no assento, assim não terá espaço para ele deitar;
- Compre bastante brinquedo que possa ser destruído;
- Dê a ele algum pano ou camiseta com seu cheiro para que possa brincar;
- Deixe biscoitos escondidos;
- Durma com algum brinquedo de pelúcia e na manhã seguinte, antes de sair, dê para ele brincar;
- Faça uma bola de meia com sua meia usada (não lave a meia) e deixe junto com os brinquedos;
- Esfregue em um ossinho, salsicha (pode ser normal, de frango ou de peru) e deixe para que ele se divirta lambendo o osso antes de roê-lo.
E LEMBRE-SE: UM CÃO PRECISA SER SOCIALIZADO, QUER DIZER, ELE PRECISA PASSEAR TODOS OS DIAS.
Assinar:
Postagens (Atom)
